“A arte suprema do mestre consiste em despertar o gozo da expressão criativa e do conhecimento”
(Albert Einstein)
Com o início dessa Pós Graduação em Metodologias e Gestão para Educação a Distância uma nova realidade e novos conceitos foram assimilados, sendo esse o momento de colocar, ainda que sucintamente, tais conhecimentos para serem avaliados.
Inicio o relato das experiências vivenciadas desde então, com base na leitura de Assman – 2007, afirmando que a humanidade entrou numa fase em que não é possível controlar e colonizar inteiramente a explosão dos espaços do conhecimento.
A educação não deve ficar de fora dessa grande mudança, e sim ocupar lacunas de forma criativa, com acessos ao conhecimento disponível e buscar a formação de seres humanos em que a criatividade e a ternura sejam necessidades vivenciais e elementos definidores dos sonhos de felicidade individual e social.
Assim, parte-se de um mergulho na história da Educação a Distância e percebe-se que essa modalidade não é em sua essência uma novidade, tendo a EaD a idade comparada a da escrita.., passando por gerações até chegar a EaD on line e o surgimento de várias associações de instituições de ensino a distância.
No Brasil, a EaD passa por etapas como os estudos por correspondência, mídias (televisão e rádio), mas é a partir de 1996 que a EaD entra oficialmente no palco da educação brasileira. Hoje depara-se com a continuidade da utilização da EaD em cursos livres, profissionalizantes e no universo corporativo.
O novo papel do aluno e do professor também é uma realidade que se impõe.
Com a internet, um aluno de qualquer lugar do planeta pode complementar sua aprendizagem. Os professores Carmem Maia e João Mattar – 2007, utilizam o termo ‘aluno universal’.
O aprendiz agora aprende em qualquer lugar – e o desafio é desenvolver diferentes abordagens para o seu aprendizado. A essência então, é a capacidade de pesquisar e avaliar fontes de informação, transformando-as em conhecimento.
Auto determinação e orientação, capacidade de selecionar, tomar decisões e de organização, são algumas habilidades necessárias ao aluno virtual, assim como aprender de modo autônomo, desenvolver estratégias de estudo adequadas, utilizar e explorar os novos recursos de comunicação, sendo certo que a aceitação a esses novos hábitos, não ocorre de forma fácil, vez que arraigado o estilo tradicional de ensino. Cai por terra a aprendizagem de forma passiva.
Há na verdade a necessidade de adaptação e aceitação para a nova realidade.
Quanto ao professor, muito se discute sobre o papel dos mesmos. Seria a EaD a extinção dessa figura? Na verdade, verifica-se uma nova roupagem, uma nova postura e enfim, novos desafios e funções a serem desempenhadas.
Concluindo, pode-se afirmar que o desafio é grande e que a vontade de aprender a aprender deverá ser ainda maior diante da nova realidade que se impõe em termos de Educação.
Leituras:
ASSMAN, Hugo. Reencantar a Educação: rumo a sociedade aprendente - 9a.ed., Petrópolis, RJ: Vozes, 2007
MAIA, Carmem. ABC da EaD a educação a distância hoje - 1a.ed. São Paulo, SP: Pearon Education - Empresa Cidadã, 2007
MATTAR, João. Os usos da Educação a Distancia - Departamento de Extensão e Pós Graduação. Anhanguera Educacional, 2011
MATTAR, João. Educação a Distancia no Brasil e no Mundo- Departamento de Extensão e Pós Graduação. Anhanguera Educacional, 2011
MATTAR, João. A História da Educação a Distancia - Departamento de Extensão e Pós Graduação. Anhanguera Educacional, 2011
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